Eu costumo dizer que planejar a viagem já é estar viajando de alguma forma. Ano passado, uma amiga que não conhecia Buenos Aires me pediu algumas dicas. Depois de fazer uma lista, eu disse que o mais importante seria que ela, uns 10 dias antes da viagem, começasse a acessar um site com notícias da Argentina (como o www.terra.com.ar, por exemplo). Desta maneira, ela ficaria informada sobre quem são os artistas, músicos, celebridades e políticos locais, entenderia um pouco mais sobre a situação cultural e política do país, sem contar que já poderia ir praticando um pouco a leitura em outro idioma. Nesta mesma linha, não posso deixar de citar dois livros que aliam cultura e viagem.
O primeiro deles é do curitibano Vicente Frare e se chama Europa de Cinema. Este livro revela os endereços onde foram feitas as cenas de grandes filmes rodados em Berlim, Londres, Madri, Paris e Roma. Com ele, você vai poder descobrir onde ficam os restaurantes romanos onde Julia Roberts descobriu os prazeres da culinária italiana, os bares londrinos escolhidos para as cenas de Woody Allen ou os lugares para dar beijos cinematográficos em Paris. Como se já não bastasse, ele incluiu ainda, para cada cidade, uma lista de 5 livros e 5 músicas para você ir entrando no clima da viagem, muita antes de começar a fazer as malas. O lançamento é da Pulp Editora, que já lançou Crianças a bordo: como viajar com seus filhos sem enlouquecer, Buenos Aires com Crianças, O melhor de Londres, Paris, Milão, Miami e Buenos Aires e Manual de Viagem: tudo o que você precisa saber antes, durante e depois de viajar.
O outro está ligado à literatura e chama-se Lisboa em Pessoa: guia turístico e literário da capital portuguesa. O poeta Fernando Pessoa costumava percorrer a pé as ruas de Lisboa para refletir. Em 1925, tais trajetos viraram um guia, escrito por ele. Recentemente, João Correia Filho decidiu refazer os caminhos do artista. Com uma câmera fotográfica na mão, ele passou pelos lugares prediletos do escritor, como os bairros de Baixa Pombalina e Chiado e anexou a cada foto textos explicativosda relação de Pessoa com os lugares. Uma viagem que tem tudo de poesia.
Clique aqui e leia matéria publicada sobre Europa de Cinema
quarta-feira, 4 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
Aproveitando o tempo livre (2)
Que tal começar a exercitar o espírito inovador na hora de escolher um bar para o happy hour? Vale também um restaurante no final de semana. Antes de optar pela opção mais óbvia e tradicional, procure por novidades que estão próximas de você.
O aplicativo KEKANTO, disponível para iPhone, relaciona, por assunto, uma série de estabelecimentos que estão na sua região (as vezes do seu lado e você nunca percebeu...) e foram avaliados por pessoas que já estiveram naquele local. O download é gratuito.
Para quem não tem iPhone, a saída é acessar o site www.br.kekanto.com. O conteúdo é o mesmo.
Tanto no celular quanto na internet, milhares de dicas, espalhadas por centenas de cidades de todo o Brasil, estão aguardando seu desejo de mudança.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Renovando o prazer de trabalhar junto
Trecho da entrevista com o grupo STOMP, publicada na Revista da Fundação Cultural de Curitiba, em Agosto/2010.
"Todo show é ensaiado ou há improvisação?
Cada show é novo e diferente. Existe uma estrutura que é seguida, mas temos espaço para a improvisação. Muitos dos artistas estão envolvidos com o grupo há oito anos ou mais. Eles se mantêm no show por tanto tempo porque toda noite, quando começamos, não sabemos ao certo o que vai acontecer."
A resposta acima é de Donisha Brown, um dos integrantes deste grupo inglês. Apesar de concisa, levanta várias questões interessantes para o nosso dia-a-dia: Como está minha capacidade de improvisação dentro e fora do trabalho? Estou oferecendo oportunidades para que algo novo surja dentro da empresa? Ou será que estou apenas ligado no "piloto automático"?
Para conhecer um pouco mais sobre o STOMP, um grupo que é referência quando o assunto é criatividade e inovação, acesse este link no Youtube.
http://www.youtube.com/watch?v=US7c9ASVfNc
"Todo show é ensaiado ou há improvisação?
Cada show é novo e diferente. Existe uma estrutura que é seguida, mas temos espaço para a improvisação. Muitos dos artistas estão envolvidos com o grupo há oito anos ou mais. Eles se mantêm no show por tanto tempo porque toda noite, quando começamos, não sabemos ao certo o que vai acontecer."
A resposta acima é de Donisha Brown, um dos integrantes deste grupo inglês. Apesar de concisa, levanta várias questões interessantes para o nosso dia-a-dia: Como está minha capacidade de improvisação dentro e fora do trabalho? Estou oferecendo oportunidades para que algo novo surja dentro da empresa? Ou será que estou apenas ligado no "piloto automático"?
Para conhecer um pouco mais sobre o STOMP, um grupo que é referência quando o assunto é criatividade e inovação, acesse este link no Youtube.
http://www.youtube.com/watch?v=US7c9ASVfNc
terça-feira, 5 de abril de 2011
Vik Muniz e o direito à cultura
A grande crise de relevância que a arte contemporânea atravessa hoje em dia não é por falta de público, cultura ou interesse; é pelo preconceito conservador e paranóico de pessoas que vêem a cultura como um privilégio, e não como um direito. (entrevista concedida a Luciano Trigo)
Vik Muniz fala sobre maturidade profissional
Depois de mais de 20 anos de carreira, eu vejo a coisa mais ou menos assim: quando o artista é jovem, ele possui uma necessidade imensa de mostrar para o mundo quem ele é, seu intelecto, sua cultura, criatividade, talento e destreza manual. O artista jovem quer mostrar ao mundo que, em meio a tantos outros artistas jovens, ele é o melhor, um candidato a um lugar de destaque na história e na memória popular. À medida que o tempo vai passando, e este artista jovem vai testando seus talentos com certo sucesso em meio a um publico especializado, ele começa a entender que mesmo um grande cérebro é sempre um grande “um”, e que o segredo da continuidade evolutiva de seu trabalho reside em uma aprendizagem fria e desapegada de como analisar a opinião publica. Para mim esse momento marca a minha maturidade intelectual; saber que estou sempre fazendo a metade do trabalho, e que o resto quem faz é o publico. Reconhecer isso requer uma certa humildade, que os jovens não possuem. A partir dai você começa escutar o mundo à sua volta, as conversas no quiosque, as crianças, seus assistentes, os colecionadores, os guardas do museu. Ao contrario de antes, o mundo passa a refletir o seu trabalho. Isso gera uma satisfação indescritível e uma responsabilidade avassaladora. É desse momento, quando qualquer pessoa pode entrar em seu estúdio e fazer algo que você faz, é dessa vulnerabilidade que eu tiro proveito para tecer conceitos mais sutis, mais independentes. Eu não consigo mais me enganar com a ideia que ninguém é capaz de fazer o que faço, mas sei ter sido o único capaz de ter feito o que fiz na mesma ordem e proporção. (entrevista concedida a Luciano Trigo)
segunda-feira, 21 de março de 2011
caminhando por aí (2)
Recentemente o programa PLUG, do canal RPC, dedicou seu conteúdo ao tema da intervenção urbana, em Curitiba. Eu participei como um dos convidados. Quem quiser assistir e conhecer um pouco mais sobre esta manifestação artística que tem ganhado as ruas da cidade, basta clicar os links abaixo.
PLUG Parte1 Parte2 Parte3
PLUG Parte1 Parte2 Parte3
caminhando por aí
Esta foto foi feita em Curitiba. O trabalho esta exposto perto do Shopping Crystal.
Acho muito interessantes estas intervenções anônimas e não autorizadas que transformam uma ação rotineira (atravessar a rua) em uma nova experiência.
Inovação quase sempre acontece quando a poesia encontra um pouco de rebeldia.
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