segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Escritora fala sobre as limitações da "história única"

Nossas vidas, nossas culturas, são compostas por muitas histórias sobrepostas. A romancista Chimamanda Adichie adverte que se ouvirmos apenas uma história sobre outra pessoa ou país, arriscamos um desentendimento crítico.

Esta talvez seja a melhor mensagem de final de ano que eu gostaria de compartilhar com os leitores deste blog.  São reflexões para nossa vida pessoal, profissional, enfim, para nossa existência como um todo.

Clique aqui
e assista ao video.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Criatividade e Afetividade

Para quem acredita que a empresa é uma espécie de família que é regida por valores culturais, a leitura do texto abaixo é bem interessante.
"Um novo estudo feito por Craig Palmer, da Universidade do Missouri, e Katryn Coe, da Universidade do Arizona [enfatiza que] a criatividade (..)  indica o potencial que um indivíduo tem de transmitir valores culturais e criar laços com os seus descendentes. (...) A criatividade sobreviveu à seleção natural, entre outros motivos, pelo fato de possibilitar que os pais consigam lidar de forma hábil para construir laços afetivos com seus filhos e transmitir ideias e conceitos. Uma tradição pode sobreviver a várias gerações e a criatividade é a base para que elas perdurem – transformando histórias em músicas ou outras formas criativas de expressão, por exemplo. Essa é uma herança biológica que não pode deixar de ser passada adiante também e a natureza criou várias estratégias para que a criatividade perdure".
Clique aqui e leia o texto na íntegra

Convicção errada

"Espalhou-se por toda a parte, com a convicção errada de que quanto mais tempo se passar no local de trabalho, mais se produzirá. Uma idéia que remonta à oficina, à linha de montagem: ali sim, dobrando o tempo, fabricava-se o dobro de parafusos. Hoje é muito diferente, pois o que se solicita aos empregados – sobretudo se são trabalhadores intelectuais – são idéias e não parafusos. E a quantidade de idéias produzidas não é diretamente proporcional à quantidade de horas de permanência no interior de uma empresa. (...) quanto mais se permanece trancafiado na empresa, menos se recebe estímulos criativos." (pag 174)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Arte na faixa

Recentemente artistas visuais de Curitiba fizeram mais do que criar obras: eles tornaram "visíveis" as faixas de trânsito que a maioria de nós insiste em ignorar no dia-a-dia. Com o lema "Agora que você reparou, atravesse na faixa", a prefeitura da capital paranaense autorizou que fossem feitas interferências em faixas de vários cruzamentos da cidade. 

A diversidade de cores e formas quebraram a monotonia do preto e branco e surpreenderam os transeuntes. Que este exemplo fique como metáfora do que poderíamos fazer para combater o acomodamento de nossas ideias, a repetição mecânica de certos hábitos e a falta de inovação em nossa rotina. Outras informações no site Arte na Faixa  

Deixo aqui também um outro exemplo de Arte na Faixa (que não é de Curitiba, mas cujo resultado me chamou a atenção).

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

78% assistem TV, 15% não fazem nada, 59% não vão ao teatro, 9% lê

Na mesma matéria publicada dia 17/11, no portal UOL (para quem desejar ler a matéria na íntegra clique aqui ) há outra passagem interessante: 

"Se tivessem mais tempo, os entrevistados disseram que procurariam,em primeiro lugar, fazer cursos (33,3%), seguido de práticas esportivas (16,1%); não fazer nada (15,1%); cuidar dos filhos, da família e da casa (13%). A realização de atividades mais próximas das práticas culturais como estudar, pesquisar e ler foi indicado por apenas 9,9% dos entrevistados; e frequentar espaços culturais e de lazer, por 7,7%. Por fim, a opção de praticar atividades artísticas foi apontada por 3,6%. 
Hoje, a maioria dos brasileiros tem como atividade cultural assistir televisão. São 78% os que afirmaram assistir televisão ou DVD todos os dias.A frequência é menor para teatro, circo e shows: 59,2% disseram nunca ir e 25,6% afirmaram ir raramente. Apenas 4,2% visitam museus e centros culturais pelo menos uma vez por mês."

Comentário 1  Acho que os números citados são suficientemente claros e enfatizam a necessidade (urgente) de ensinar as pessoas a explorarem novas possiblidades de lazer e, com isso, desenvolver com mais qualidade sua sensibilidade, intuição, criatividade, raciocínio e prazer. Um dos grandes aliados contra o tédio é ter boas respostas para a pergunta: o que eu faço quando não tenho nada para fazer? 
Comentário 2  Se na sua empresa você está com dificuldades em implantar projetos de criatividade e inovação, comece a investigar o que seus funcionários fazem durante o tempo livre...

Preço alto é principal obstáculo para acesso à cultura (???)

Reproduzo abaixo um trecho da matéria publicada dia 17/11, no portal UOL (para quem desejar ler a matéria na íntegra clique aqui ). Ao lado de cada trecho inseri alguns comentários que ressaltam a importância do treinamento para o tempo livre nos dias de hoje.

"Os preços altos são obstáculo ao acesso à oferta cultural para 71% dos entrevistados, que acreditam que esse ponto é um importante empecilho para usufruir dos bens culturais."  

Comentário: Concordo que os preços estão realmente altos para espetáculos de artistas consagrados (ou muito populares). É a velha fórmula da oferta e da procura. Se todo mundo quer ver, o ingresso vai ser proporcional a esta demanda. No entanto, cada vez mais as cidades possuem excelentes atrações alternativas que não são prestigiadas (muitas delas gratuitas). Aprender a pesquisar as opções culturais do local onde se vive amplia as possiblidades de lazer, expande nossos horizontes culturais e, ainda por cima, alivia muito o bolso no final do mês. O treinamento para o tempo livre existe para despertar o interesse por atividades culturais menos "comerciais" e, principalmente, estimular o gosto por aquilo que é novo e diferente. Lembrem-se: é à margem do que já é conhecido que encontramos novas oportunidades. É assim na vida, no trabaho e no lazer.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

8 atitudes decisivas para fazer sucesso

Saiu na Você S/A, de novembro/2010, uma matéria que aponta 8 atitudes decisivas para fazer sucesso. Destas, pelo menos duas poderiam ser trabalhadas diretamente com o desenvolvimento cultural através da arte: olhar crítico e ligação com o mundo. Reproduzo abaixo dois trechos desta reportagem.